terça-feira, 21 de junho de 2016

Inocência



Quando criança sonhava em alcançar as nuvens
De montanha em montanha subia sem parar.
Até que um dia descobrir que as nuvens era mistério
E mistério não era coisa para desvendar.

Insistia em querer saber das coisas
Queria sempre ir além.
Desconfiava de tudo e de todos,
Acreditava que queriam me enganar.

Indagava um e outro, mãe, pai e tio
Mas queriam me resguardar.
O por que eu não sei, mas não deixava de pensar.

E pensava comigo, e meu direito onde está?
A verdade é que não sabia de nada
Não sabia o que queria, pedia resposta pra tudo
Mas nem tudo me competia

Hoje eu entendo a sabedoria
Que meus familiares continham
Preservar minha pureza
Que um dia sumiria.

Essas perguntas que fui me fazendo
O tempo foi o único a responder,
Com respostas que não me satisfizeram
Quem aumentaram meu doer.

Minha memória é agradecida
A meus pais e companheiros
Um sentimento de gratidão,
pela oportunidade de ter vivido.

Vivido a pureza de ser criança,
de desconhecer o desconhecido

                           Maycon Martins

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