terça-feira, 18 de agosto de 2020

Consolação

 

Tão deprimente és tu!

Insiste em ver o céu escuro,

Quando está tão límpido e azul.

 

Outrora viste teu corpo nu.

És uma bela obra de arte,

Pena que para ti, isto não é verdade.

 

Ainda não sabe, mas está cru.

A vida lhe reserva muito altares,

Então não me venha com essas bobagens.

 

Tão deprimente és tu!

Pena que se sinta assim,

Se soubestes o valor que tens pra mim.

 

Já não tens manitu,

Desistiu bravamente, pobre inocente.

Também desisto tu.



Por: Maycon Martins