III [...] - Após meus sinceros pedidos de desculpas ele começou a dar risadas exacerbadas, (e eu, igual a você sem entender nada) olhou-me de novo e disse: Só queria te zoar, a verdade é que estou assim porque... antes que terminasse sua fala foi interrompido por um homem de meia idade, que foi logo dizendo: meu amigo, meu parça, como cê tá brother? Pareciam amigos, o homem pelo menos estava bem mais aparentado do que ele. Começaram a conversar alguma coisa que não entendi o que, continuei na minha. Depois de uns instantes eles viraram para mim e meu amigo disse: olha, tenho que ir à próxima rua, rapidinho, você pode me esperar? Pois, precisamos continuar nosso assunto. Estava de boa mesmo, então disse que o esperaria. Ele não acreditou, fez questão de me dar sua bolsa para segurar enquanto ele ia lá, resolver não sei o que. Ok, assim sucedeu! Voltei para minha contemplação nostálgica. Minha mãe sempre dizia que alegria de pobre dura pouco, com certeza é um ditado que se aplicava naquele momento. A praça tão monótona e silenciosa foi imbuída por um barulho ensurdecedor de sirene de carro de polícia. Pensei comigo, gente o que está acontecendo? Roubo, incêndio ou homicídio? O carro parou de frente para praça, e eu fiquei só observando, saem dois policiais armados de dentro do carro e começam a olhar para mim. Dou uma olhada para trás acreditando ter alguém ou algo atrás de mim que podia ser responsável por aqueles policias estarem olhando em minha direção. Para minha tristeza, não tinha nada. Enquanto isso os policiais, vinham em minha direção com aquelas armas grandes que não sei o nome e andando rapidamente. Eu já estava suando frio desde que ouvi a sirene, imagine nessa hora, estava caindo pedras de gelo de mim. Aproximavam-se cada vez mais e eu assustado. Me bateu uma vontade de sair correndo ao mesmo tempo que queria ir ao banheiro, pensamento bobo. Até que chegaram e...
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MAR_TINS
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