segunda-feira, 10 de junho de 2013

Metamorfose

Certo dia uma criança amante da liberdade
E fascinada por altas aventuras, sentiu ao contemplar,
Sobrevoando por entre as flores do jardim uma linda borboleta
Que despertava por sua leveza, singelos sentimentos de uma lembrança alvissareira.

Sonhava fazer o que bem quisesse e na hora que bem entendesse:
Soltar pipas, jogar bola, contar histórias na escola.
Observar de sua janela todos os dias ao cair da tarde, pela rua da aquarela,
A gentil, doce, singela e serena Gabriela.

Com o tempo tudo passou e uma nova era ele desbravou.
Tristeza, angústia e dor. Tudo isso sobre ele reclinou.
Já não sentia a leveza e esplendor,
Que quando criança contemplava com ardor.

Mas sim o peso de sua responsabilidade frente a acenos
Que surgiram com a maturidade.
Como um filme, assistia a sua frente,
Os tempos que vivera antigamente.

Agora a família cresceu, e Pedro quase nunca sai.
Maria Clara é uma menina linda, e é a cara do pai.
E as borboletas ainda cantam...

Por: Marco Paulo, Vinicius Tinti e Maycon Martins



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