Certo
dia uma criança amante da liberdade
E fascinada
por altas aventuras, sentiu ao contemplar,
Sobrevoando
por entre as flores do jardim uma linda borboleta
Que despertava
por sua leveza, singelos sentimentos de uma lembrança alvissareira.
Sonhava
fazer o que bem quisesse e na hora que bem entendesse:
Soltar
pipas, jogar bola, contar histórias na escola.
Observar
de sua janela todos os dias ao cair da tarde, pela rua da aquarela,
A gentil,
doce, singela e serena Gabriela.
Com o
tempo tudo passou e uma nova era ele desbravou.
Tristeza,
angústia e dor. Tudo isso sobre ele reclinou.
Já não
sentia a leveza e esplendor,
Que quando
criança contemplava com ardor.
Mas sim
o peso de sua responsabilidade frente a acenos
Que surgiram com a maturidade.
Como um
filme, assistia a sua frente,
Os tempos
que vivera antigamente.
Agora a família
cresceu, e Pedro quase nunca sai.
Maria
Clara é uma menina linda, e é a cara do pai.
E as borboletas ainda cantam...
Por: Marco Paulo, Vinicius Tinti
e Maycon Martins
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