Pensei que no tribunal a causa ganharia,
E os Orsini do Médici defenderia.
Naquele dia não defendi, não me defendi.
Tudo foi um estopim,
Nada daquilo foi feito para mim.
Despojei-me da espada de nobre,
Entreguei-a aos pés da redentora dos pobres.
Dias de angústia vivi,
Pai e mãe eu não recebi.
Era um tempo para pensar,
E a Deus decidi me entregar.
Ao sacramento da ordem entrei,
Sentia no peito que me realizei.
Dediquei minha vida aos pequeninos,
E como Cristo a Boa Nova anunciei.
Com muito pesar,
A casa de meus pais decidi deixar.
Em terras distantes fui evangelizar,
Missionário do Redentor
Uma congregação comecei formar.
Os Missionários Redentoristas,
Na linguagem popular.
Por: Maycon Ferreira Martins, graduando em Filosofia pela UFJF

2 comentários:
Parabéns irmão, muito bom o poema. O mundo de hoje
precisa conhecer Afonso, inclusive alguns redentoristas
devem voltar a beber da fonte missionária do pai Afonso.
Afonso que de nobre se torna defensor dos cabreiros e dos pobres
Com certeza Sibel, é bom saber de nossas origens não é mesmo?
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